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terça-feira, 17 de agosto de 2010

A melhor babá

Quando o Léo nasceu eu achei que fosse dar conta de tudo sozinha. Acho que eu estava completamente iludida. Você pode imaginar, eu, sem família, sem amigos e com um marido que viaja muito, tentando criar um bebê sozinha? Foi muita loucura !


Quando o Léo estava com dois meses, minha irmã veio me visitar e disse: "Ou você arruma uma babá ou seu casamento vai acabar!" E foi aí que eu descobri que ela estava com a razão. Eu não queria admitir, mas não dava conta de tudo sozinha.

Admiro as mulheres de antigamente, como a minha mãe, a minha vó e outras mulheres fantásticas que criavam não só um filho, mas vários filhos. E ainda cuidavam da casa, do marido, cozinhavam, se arrumavam, visitavam a família...viviam. Eu estava apenas sobrevivendo!

Então fui buscar ajuda. Mas como encontrar uma babá de confiança? Pedi ajuda para o zelador do prédio. Ele me indicou uma excelente babá, que havia trabalhado no prédio, mas que saiu porque casou e não podia mais dormir fora. Eu a entrevistei e gostei muito dela. É claro que revirei a vida dela antes de qualquer contato com o meu filho. Na época eu tinha uma vantagem, eu ainda estava de licença maternidade e ia passar o tempo todo em casa. E ainda tinha a minha empregada doméstica, de confiança, para ajudar a vigiar.

Assim que ela aprendeu o básico, aconteceu uma coisa incrível: eu tirei uma soneca de duas horas pela manhã. Como o meu humor melhorou! Meu dia ficou infinitamente melhor!

E ela era ótima: discreta, calada, muito limpa, organizada e bastante metódica. Isso era ótimo: ela sempre passava álcool em tudo, arrumava as gavetas do bebê, passava perfeitamente as roupinhas dele, tirava todo o pó dos cachorrinhos de pelúcia, esquentava a água da garrafa térmica para a limpeza do bebê, etc. Eu nem precisava pedir. Era um sonho!



Gilene com o Léo e as menininhas do prédio
Só havia um porém: ela ia embora todos os dias e eu ficava sozinha esperando meu marido. E essa espera era longa, principalmente quando você tem um bebê gritando de cólica e você não sabe o que fazer....

Quando ele chegava, eu estava tão desesperada que a gente mal conversava. Eu tinha que aproveitar cada minuto para coisas básicas como: ir ao banheiro, jantar (engolir), tomar banho (uma ducha), e etc. Quando o bebê finalmente dormia, eu estava tão exauta que dormia junto!

O pobre do marido ficava sozinho, querendo atenção, ou às vezes uma simples companhia para jantar e contar sobre as novidades. Foi uma fase muito difícil para ele.

Então, minha irmã resolveu ajudar e me indicou a babá que tinha, praticamente, criado meus dois sobrinhos. Ela vinha morar comigo e era alguém mais experiente do que eu, sabia bastante sobre bebês. Mas essa é um história a parte, chamada Diana, que vou escrever depois, quando me recuperar do trauma!

E a minha querida babá, que foi simplesmente fantástica, eu indiquei para uma grande amiga, que eu conheci no cinematerna, chamada Luciana.

A propósito: Elas se adoram e a babá se deu muito bem com a Nina, a filha da Lu, que tem um mês a menos que o Léo. Mas fica aqui, os meus agradecimento, a melhor babá que tive: Gilene!

Até mais!

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