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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Depressão pós-parto

Não sei se foi a falta de sono, o cansaço, o estresse ou tudo junto, mas eu comecei a ficar muito triste.
A tristeza piorava a noite, quando eu ficava sozinha esperando o meu marido chegar.
Me dava uma angústia, uma coisa ruim e eu chorava desesperadamente....
O coração ficava espremido, e nada me consolova. E quando meu marido viajava era muito pior porque eu ficava sozinha a noite toda. Dormia de tanto chorar...


Um dia, na consulta com o obstetra, ele me perguntou como eu estava e fui muito franca. Eu disse eu alto e bom tom "Eu preciso de ajuda". E comecei a chorar. Ele me receitou um fitoterápico porque os remédios anti-depressivos tradicionais não são recomendados para quem amementa. E me disse para sair um pouco de casa, me arrumar, conversar com outras pessoas, procurar as amigas.
Hoje, olhando para trás, eu penso que eu devia realmente estar com cara de louca suicida!
E a saída foi realmente essa: contra a vontade do pediatra, eu colocava o bebê no carrinho e ia para o shopping. Quando não dava, ia para o salão de beleza, dava a volta no quarteirão, ficava em baixo do bloco. E foi embaixo do bloco que uma vizinha conversou muito comigo. Ela tem um filho de 12 anos e me disse que passou por tudo isso, da mesma maneira. E me disse a melhor coisa de tudo: "Isso passa!"
Foi aí que eu percebi que é hormonal. É claro, que eu estava assustada com a nossa situação e me sentindo muito só. E buscar ajuda foi a melhor coisa que eu fiz.
A cura pra valer veio num dos passeios ao shopping. Lá eu descobri o cinematerna. O mais interessante de tudo é o bate-papo depois do cinema. Mas vou falar disso em outra ocasião.

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