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domingo, 4 de abril de 2010

Tudo o que eu queria

Esse título eu plagiei de um post do meu irmão, escrito em 20 de outubro de 2008, que sempre me faz chorar, independente de quantas vezes eu leia. Vou transcrever a seguir:

"Eu só queria um amor incondicional...
Uma paixão verdadeira...
Uma amizade sincera...

Queria só que ninguém tentasse roubar meu casamento...
Queria só que não tentassem sua conciência...
Queria só que ninguém lhe falasse que você merece coisa melhor...

Queria apenas ser eu mesmo...
Mostrar que eu sei aprender sobre o mundo..
Mostrar que eu sei me dar com as pessoas...

Queria apenas sentir segurança...
Confiar cegamente...
Sentir que dentre todos, eu fui o escolhido de alguém...

Queria poder pensar no futuro...
Fazer planos a longo prazo...
Curtir o momento sem preocupações...

No fundo, eu queria começar denovo...
Cometer erros sem ser julgado...
Receber elogios pelos meus acertos...

Eu não queria sentir ciúmes...
Não queria pensar na possibilidade do mal...
Não gostaria de prever o pior...

Eu queria apenas mostrar que posso ser mais...
Que posso ir além...
Que vou.

Eu não queria ser a última opção...
Nem que tenham pena de mim...
Não sou tão genioso para isso,
Nem tão burro que não possa mudar...

Eu não tenho nada o que provar para o mundo...
Gostaria de não ter nada o que provar pra você...
Todos nós cometemos erros... Não gosto de lembrar que cometo os meus."
 
Além de me identificar muito com tudo isso, choro também pelo final trágico da história de amor dele.
Mas o meu Tudo que eu queria tem alguns acréscimos, seria assim:

"Eu só queria um amor incondicional...
Uma paixão verdadeira...
Uma amizade sincera...
 
Queria ser vista, ser amada pelo que eu realmente sou.
Queria que vc pudesse dizer quem é minha melhor amiga,
qual é a minha cor preferida,
qual o meu prato predileto,
do que eu tenho mais medo na vida,
qual é o meu maior sonho,
como eu acordo de manhã,
quais são minhas qualidades,
enfim, queria que vc me visse...
E acima de tudo:  me aceitasse como eu sou."

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Depressão pós-parto

Não sei se foi a falta de sono, o cansaço, o estresse ou tudo junto, mas eu comecei a ficar muito triste.
A tristeza piorava a noite, quando eu ficava sozinha esperando o meu marido chegar.
Me dava uma angústia, uma coisa ruim e eu chorava desesperadamente....
O coração ficava espremido, e nada me consolova. E quando meu marido viajava era muito pior porque eu ficava sozinha a noite toda. Dormia de tanto chorar...


Um dia, na consulta com o obstetra, ele me perguntou como eu estava e fui muito franca. Eu disse eu alto e bom tom "Eu preciso de ajuda". E comecei a chorar. Ele me receitou um fitoterápico porque os remédios anti-depressivos tradicionais não são recomendados para quem amementa. E me disse para sair um pouco de casa, me arrumar, conversar com outras pessoas, procurar as amigas.
Hoje, olhando para trás, eu penso que eu devia realmente estar com cara de louca suicida!
E a saída foi realmente essa: contra a vontade do pediatra, eu colocava o bebê no carrinho e ia para o shopping. Quando não dava, ia para o salão de beleza, dava a volta no quarteirão, ficava em baixo do bloco. E foi embaixo do bloco que uma vizinha conversou muito comigo. Ela tem um filho de 12 anos e me disse que passou por tudo isso, da mesma maneira. E me disse a melhor coisa de tudo: "Isso passa!"
Foi aí que eu percebi que é hormonal. É claro, que eu estava assustada com a nossa situação e me sentindo muito só. E buscar ajuda foi a melhor coisa que eu fiz.
A cura pra valer veio num dos passeios ao shopping. Lá eu descobri o cinematerna. O mais interessante de tudo é o bate-papo depois do cinema. Mas vou falar disso em outra ocasião.