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segunda-feira, 29 de março de 2010

Livros que ajudam

Quando ainda estava grávida ganhei o livro "A vida do bebê" de Ricardo De Lamare. O Livro está na 41a Edição e contém muitas informações. E também li outros livros, como o "Nana Nenê"do Robert Buckman e também o do Eduard Estivill. Neles existem muitas informações contraditórias, que deixaram mais confusa do que esclarecida. Algumas até me deixaram em choque, tamanha a atrocidade da proposta, que eu nem quero comentar.

Mas o livro que ajudou mesmo foi a Encantadora de Bebês.

Os Segredos de uma Encantadora de Bebês - TRACY HOGG  e MELINDA BLAU, 2002, Editora Manole 

O livro realmente ajuda muito as mães de primeira viagem como eu. Tem dicas desde os primeiros dias de vida. Existe uma edição mais recente:
A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas - TRACY HOGG e MELINDA BLAU, 2006, Editora Manole

Nessa nova edição existem dicas para bebês que já estão se alimentando, sobre os problemas de insônia, sobre desmame e muitas outras coisas.

Eu eo Léo realmente não teríamos sobrevivido sem a ajuda de Tracy e Melinda. E Débora: valeu a dica!!!

sábado, 13 de março de 2010

O retorno ao lar

Enfim, recebi alta da maternidade!
Minha alta foi às 9h da  manhã, mas o Léo só recebeu alta às 14h.
Lembro de ter feitos as malas, juntado as flores e os presentes e ter ido para o carro.
Estranhamente, após o parto, meus pés e pernas incharam muito! No caminho de casa eu fui olhando pela janela e pensando: "E agora? Eu sou mãe.... e quem vai me ajudar?"
Por mais que eu tenha lido, nada na vida preparou para esse momento. Para piorar, o remédio para dor começou a perder o efeito. Eu cheguei em casa e não conseguia sentar de tanta dor na barriga. Meu marido saiu às pressas para comprar os remédios. E nessa hora, enquanto eu aguardava ele voltar, eu chorei. Chorei de dor e desespero! E essa vontade de chorar me acompanhou diariamente até o final do terceiro mês.

Sei que muitas mulheres passam por isso, mas ninguém fala. Chorei muito quando voltei para casa... e em todos os dias que se seguiram.
Mas fiz meu papel: coloquei o bebê no berço, liguei a babá eletrônica e me preparei para o minha nova carreira : mãe em tempo integral. Pelo menos nos seis meses da licença-maternidade!



Visitas na maternidade

Antes de ter um bebê eu achava que o melhor local para visitar um recém-nascido era na maternidade. Pensei assim: lá tem monte de gente para ajudar: enfermeiras, médicos, etc. Mas, depois de viver a experiência mudei completamente de idéia. Peço desculpas antecipadas se alguém se sentir ofendido, porque sei  que nem todas as mulheres que dão à luz  passam pelas mesmas experiências. O que escrevo aqui é um relato muito individual.

Como minha família é de fora, os amigos do meu marido e meus colegas de trabalho fizeram o maior esforço para nos alegrar e nós somos muito gratos por isso. Mas, apesar da enorme alegria que as visitas me proporcionaram, elas me deixavam tensa e cansada. Eu queria dar atenção, contar minha experiência, mas estava dolorida da cirurgia, me sentindo estranha em "ser mãe" e preocupada com a amamentação. Além disso,  estava exausta porque a cada 3 horas uma enfermeira me acordava para me dar remédios e amamentar o Léo. E tem mais um fator complicador: a falta de privacidade. Eu fiquei de camisola na frente de pessoas que eu mal conhecia !!! Pior um pouco, mostrei os seios. No começo isso é muito estranho isso!

O tempo passa, o sono acumula, e a gente tenta ser agradável com as pessoas, tenta conciliar os horários das mamadas, banhos (seu e do bebê), refeições e do sono ... mas a verdade é que  nós ficamos sem horário para nada! É complicado pedir licença para ir tomar banho, usar o banheiro ou jantar sozinha, com as visitas te olhando. O sentimento é tão ambíguo: ao mesmo tempo que eu estava feliz com as visitas eu estava cansada com a presença delas.

A Cláudia Matarazzo escreveu um post chamado "Maternidade Moderna"  onde eu concordo com quase tudo. Mas a parte principal eu trancrevo a seguir:

"De verdade, acho que é um momento de recolhimento. Uma oportunidade para estar sozinha com o marido e os pais. Talvez uma ou outra melhor amiga - mas muito amiga mesmo. O resto - visitas, paparicação, apresentação ao mundo, e exibição dos rebentos - pode e deve esperar pelo menos um mês. Que passa rapidinho e é ótimo para devolver a perspectiva para quem está mergulhado em uma nova e mágica rotina : ser mãe."

 Isso mesmo: é um momento de recolhimento. Então,  visita só depois de um mês, em casa e breve!

quinta-feira, 11 de março de 2010

O parto

Finalmente, vou contar os detalhes do "grande dia".
No dia 01 de outubro de 2009 comecei a me sentir muito pesada. Era ruim me locomover  com aquela barriga toda. Meu obstetra me recomendou repouso e me deu um atestado de 15 dias. Na opinião dele, o bebê iria nascer no dia 20. Eu marquei a cesárea para o dia 18, um domingo.

Como eu disse em outro post, eu li muito sobre a gravidez, parto etc, para me preparar. Quando escolhi a cesarea, todo mundo ficou me olhando de cara feia, como se eu tivesse obrigação de ter parto normal. Mas vamos definir: o que é normal? Um mulher que fica morrendo de dor por 10 horas, espernado os 10 cm de dilatação, e na hora do parto recebe um corte que liga a vagina com o ânus, isso para mim, não é normal.
Do fundo do meu coração eu admiro as corajosas que passaram por isso.

Mas, voltando ao assunto, estava traquila aguardando a chegada do bebê. Meu obstetra disse apenas, que o bebê não podia nascer no feriado do dia 12 porque ele estaria fora da cidade.

No dia 07 de outubro, deixei o repouso de lado e fui ao Tribunal levar a documentação para a licença maternidade, Lá, saiu um secreção estranha da minha vagina. O nome disso é tampão mucoso. É claro que fui correndo para o hospital ver se estava tudo bem. Meu médico disse que era normal, que o parto poderia ocorrer em até duas semanas. Fui para casa traquila.

No dia 09, passei o dia sentindo cólicas, parecidas com a da mestruação, e fiquei em dúvida: será que eram contrações? Como eu nunca tive uma, não sabia qual era a diferença. Ao telefone, meu médico me disse que quando eu tivesse uma contração eu saberia!

Sábado, dia 10 de outubro, às 6h da manhã, acordei com uma dor horrível. Acordei meu marido e disse o que tinha sentido: uma espécie de pontada, muito dolorida, que queimava. Ele falou para eu ligar para o médico. Quando eu levantei da cama, minha bolsa estourou. Parecia que eu tinha feito xixi. Foi um banho! Liguei para o obstetra e graças a Deus ele estava em São Paulo, fazendo um parto.
Tomei banho, sem lavar o cabelo (não pode estar olhado para fazer cesárea), pequei as malas e fui para a maternidade.

A cada contração eu gritava de dor. Chequei com 3 cm de dilatação,e me mantive determinada a fazer a cesárea. Como eu não estava esperando ter o Leo tão cedo, meu cabelo estava sem pintar, com a raiz toda branca, eu estava sem depilar e sem fazer as unhas, Tudo isso ia ser feito no sábado. Mas paciência, fazer o quê? A dor é tão grande que tudo isso perde a importância.

Às 9h fui para a sala de cirurgia e 30 minutos depois o Leo nasceu, com 3,125 kg e 58 cm. Ainda bem que eu resolvi fazer cesárea porque o cordão umbilical estava enrolado no pescoço. De qualquer forma ia ser uma cesárea. A diferença foi que nós, eu e o bebê, sofremos menos!

Fotos da barriga

Quando eu estava grávida e nenhuma roupa me servia, saí para comprar roupas. Encontrei uma loja legal, no Bom retiro, chamada Menina e Meninas, na rua dos Italianos. Lá, vi um dos books de grávida mais bonitos na minha opinião.
Perguntei quem era a fotógrafa e assim conheci a Miriam. (http://www.miriamsilva.com.br).
Tá certo que eu falei que acho grávida uma coisa horrorosa, mas tinha que documentar a gravidez.
Uma amiga me contou que, quando estava grávida, estava tão gorda (mais de 25kg) que não quis tirar fotos. Tempos depois pediram na escola uma foto da mamãe grávida para um trabalho do dia das mães e ela não tinha. Quando ela explicou para a filha, pareceu que ficou tudo resolvido. Mas, ao voltar da escola, a menina perguntou: "Mãe, eu fui adotada?" :)
Nem preciso dizer que, depois dessa história, resolvi tirar as fotos.
li em algum lugar que o ideal para fotografar é esperar a barriga ficar com 7 meses, bem grande e redonda. Não mais do que isso! Depois de 7 meses a mãe pode inchar, ficar com o rosto feio ....os pés de bola ....
Marquei minha sessão de fotos para o sétimo mês. Claro que não foi fácil conciliar a data com a agenda do meu marido, que vive viajando.
No dia marcado, tive um grande aborrecimento com a tv a cabo e chorei de raiva. E como grávida chora à toa, chorei por tudo de errado que estava acontecendo.
Quando meu marido veio me buscar eu tava com os olhos inchados de tanto chorar e disse que não iria mais.
Com muito jeito, ele me fez mudar de idéia. Chegamos no estúdio da Miriam com uma hora de atraso, debaixo da maior chuva. Ela foi muito legal conosco, teve muita paciência e resultado pode ser visto nas fotos maravilhosas que ela fez.

Para quem não tem escolheu fotógrafo ainda, eu recomendo!

Compras no exterior

Sem sombra de dúvidas, o melhor lugar do mundo para fazer compras para o bebê são os E.U.A. Tem tanta coisa linda! Além disso tem os outlets, com preços tentadores.

Antes de ir, pesquisei muitas lojas pela Intenet e montei um mapa de onde iria. São muitas lojas, muitas marcas, muitas opções. Uma dica é de loja que vende de tudo é a Babies r us – www.babiesrus.com).

Vale a pena comprar:
1) Roupinhas, muitas roupinhas, e de marcas famosas: Ralph Lauren, Tommy, Adidas, Nike. tem lugares legais como a Carter’s (http://www.carters.com), First Moments e  Gerber.

2) Brinquedos: lá éo paraiso das novidades e das coisas lindas e baratas, como Lamaze, Fisher Price, Chicco…..vale muito a pena !

3) Eletrônicos: a diferença de preço praticamente paga a viagem. Um exemplo: compramos a babá eletrônica da Safety 1st por R$ 400,00 e aqui o preços era R$ 1.980,00. A bombinha elétrica para tirra leite também foi de lá.

4) Carrinho de bebê e bebê conforto. Só tem que avaliar o preço de excesso de bagagem.

5) E todos os itens legais como esterelizador de mamadeira, chupetas, absorvente de seio, paninho de boca e etc.


Como eu sou uma mãe super-desligada, deixei para última hora e fiquei arrasada ao saber que grávidas de 7 meses não podem viajar sem autorização do médico.
E tanto os médicos como as companhias aéreas consideram arriscado vôos internacionacionais nessa época, Já pensou em um parto em pleno vôo? Resultado: não pude viajar.....

Então já que eu não podia ir, a solução que encontramos foi escolher na Internet, pagar e pedir para entregar no hotel onde estava um amigo. E comprei somente coisas fáceis de trazer.

E ser viu de lição para eu me planejar melhor da próxima vez!!!