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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Contratando uma nova babá

Acho que toda mãe passa por esse dilema: como escolher uma boa babá?
Nunca acho uma "boa o suficiente", porque o suficiente seria eu parar de trabalhar e ficar com o Leo. Mas, como isso está fora de cogitação, recorri aos amigos, conhecidos, porteiro do predio, faxineira do trabalho e qualquer um que pudesse me ajudar.
Como eu preciso de alguem que durma e que trabalhe sabado, o rol de candidatas ficou pequeno. Tambem faço algumas exigencias basicas, como nao aceitar pessoas que fumem, que tenham mais de 50 anos, que estejam recem casadas, etc. Será que sou exigente demais?
Por fim, sem opcoes, apelei para uma agência. E adorei. Contratei uma babá em uma semana e fui muito bem atendida.
Para quem interessar o nome da agência é kanguruh. Tem um escritorio aqui em Sao Paulo, no shopping Morumbi.

Presente maravilhoso

Ganhei um ipad do meu marido e estou amando. Agora vou poder voltar a blogar.
Esse foi meu melhor presente de natal!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O melhor carrinho para bebê

Quando eu fiquei grávida, fui em uma loja de artigos para bebês e pedi uma indicação de um carrinho. Pesquisei mais informações na Internet e comprei o Pliko P3 da PegPerego. No começo fiquei feliz porque ele parecia ser bem robusto. Mas ná prática não era nada funcional. Eu preciso das duas mâos para fechar o carrinho e como vou fazer isso com o bebê no colo?
Outro problema: o tamanho. Eu tinha um Peugeot 206 e o carrinho não cabia no porta-mala. Absurdo, né?
Mas já tinha comprado e não foi muito barato, então resolvi me conformar.


Pliko P3

Quando eu comecei a frequentar o cinematerna, comecei a reparar nos carrinhos das outras mães. Muitas usam o Quinny Buzz 3. Fiquei impressionada! O carrinho é muito legal, com uma base muito fácil de transportar. Ele só tem um problema: o preço. Aqui no Brasil, ele custa, aproximadamente, R$ 4.000,00. (http://www.bbtrends.com.br/). Fiquei chocada. No exterior custa U$ 500,00 (http://www.amazon.com/) muito diferrente, né? O link com mais informações é http://www.quinny.com/pt-pt/carrinhos-de-passeio/buzz-3





Quinny Buzz3
Mas o meu verdadeiro sonho de consumo se chama Bugaboo. Quem puder ir aos Estados Unidos e trazer, vale muito a pena! Aqui no Brasil ainda não encontrei um revendedor. O carrinho fecha com o apertar de um botão. O forro pode ser trocado e assim prolongar a utilização ou ser passado de um filho para o outro. O freio do carrinho é na mão e não no pé, como o Pliko P3. Ele é robusto para qualquer tipo de calçada ou terreno. Muito fácil de limpar, levíssimo e o assento solta e pode ser usado como bebê conforto ou cadeirinha de automóvel. Realmente um espetáculo! É o melhor carrinho de bebês que eu conheço. Na BabiesRUs, tem um vídeo de demonstração (http://www.toysrus.com/product/index.jsp?productId=2742351). O preço é justo: U$ 760,00.




Bugaboo
Para trazer de fora, se o bebê estiver junto na viagem, o carrinho é despachado como cortesia. Caso contrário, ele conta como volume. Cada passageiro tem direiro a dois volumes, então não dá para trazer muita coisa. Se fosse hoje, eu com certeza compraria um desses.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Casamento a prova de bebês

Esse livro é OBRIGATÓRIO para quem tem um bebê e quer continuar casado(a)! Didático, necessário, muito útil! Mas não leia antes de ter o bebê :)


Autor: Cockrell, Stacie; Stone, Julia; O'neill, Cathy - Editora: Sextante / Gmt

"A maioria das pessoas sonha encontrar um grande amor, casar e viver feliz para sempre. Para sempre? Bem, pelo menos até a chegada do primeiro filho.

Depois que a criança nasce, muitas vezes o conto de fadas se transforma em filme de terror: você e seu marido quase não conversam mais, a criança não para de chorar, a casa fica uma bagunça, você se sente um lixo e ele reclama da falta de sexo.

Atormentada por sentimentos conflitantes, você se pergunta: como deixamos as coisas chegarem a esse ponto? Acalme-se: você não está sozinha. Ter um bebê é mesmo um grande paradoxo. Esse é o momento mais emocionante de nossas vidas e a maior confusão em que podemos nos meter.

Por não saber como agir em relação ao novo membro da família, homens e mulheres desenvolvem comportamentos completamente diferentes. As críticas ficam mais ácidas, as diferenças se tornam mais evidentes, as cobranças aumentam... e o resultado é que o casamento começa a apresentar os primeiros sinais de desgaste.

Com uma boa dose de humor, as autoras abordam as inevitáveis mudanças pelas quais os relacionamentos passam no início da vida a três – como a diminuição do sexo e o proporcional aumento da intromissão dos sogros – e ensinam como encontrar harmonia em meio a todo esse caos."

A melhor babá

Quando o Léo nasceu eu achei que fosse dar conta de tudo sozinha. Acho que eu estava completamente iludida. Você pode imaginar, eu, sem família, sem amigos e com um marido que viaja muito, tentando criar um bebê sozinha? Foi muita loucura !


Quando o Léo estava com dois meses, minha irmã veio me visitar e disse: "Ou você arruma uma babá ou seu casamento vai acabar!" E foi aí que eu descobri que ela estava com a razão. Eu não queria admitir, mas não dava conta de tudo sozinha.

Admiro as mulheres de antigamente, como a minha mãe, a minha vó e outras mulheres fantásticas que criavam não só um filho, mas vários filhos. E ainda cuidavam da casa, do marido, cozinhavam, se arrumavam, visitavam a família...viviam. Eu estava apenas sobrevivendo!

Então fui buscar ajuda. Mas como encontrar uma babá de confiança? Pedi ajuda para o zelador do prédio. Ele me indicou uma excelente babá, que havia trabalhado no prédio, mas que saiu porque casou e não podia mais dormir fora. Eu a entrevistei e gostei muito dela. É claro que revirei a vida dela antes de qualquer contato com o meu filho. Na época eu tinha uma vantagem, eu ainda estava de licença maternidade e ia passar o tempo todo em casa. E ainda tinha a minha empregada doméstica, de confiança, para ajudar a vigiar.

Assim que ela aprendeu o básico, aconteceu uma coisa incrível: eu tirei uma soneca de duas horas pela manhã. Como o meu humor melhorou! Meu dia ficou infinitamente melhor!

E ela era ótima: discreta, calada, muito limpa, organizada e bastante metódica. Isso era ótimo: ela sempre passava álcool em tudo, arrumava as gavetas do bebê, passava perfeitamente as roupinhas dele, tirava todo o pó dos cachorrinhos de pelúcia, esquentava a água da garrafa térmica para a limpeza do bebê, etc. Eu nem precisava pedir. Era um sonho!



Gilene com o Léo e as menininhas do prédio
Só havia um porém: ela ia embora todos os dias e eu ficava sozinha esperando meu marido. E essa espera era longa, principalmente quando você tem um bebê gritando de cólica e você não sabe o que fazer....

Quando ele chegava, eu estava tão desesperada que a gente mal conversava. Eu tinha que aproveitar cada minuto para coisas básicas como: ir ao banheiro, jantar (engolir), tomar banho (uma ducha), e etc. Quando o bebê finalmente dormia, eu estava tão exauta que dormia junto!

O pobre do marido ficava sozinho, querendo atenção, ou às vezes uma simples companhia para jantar e contar sobre as novidades. Foi uma fase muito difícil para ele.

Então, minha irmã resolveu ajudar e me indicou a babá que tinha, praticamente, criado meus dois sobrinhos. Ela vinha morar comigo e era alguém mais experiente do que eu, sabia bastante sobre bebês. Mas essa é um história a parte, chamada Diana, que vou escrever depois, quando me recuperar do trauma!

E a minha querida babá, que foi simplesmente fantástica, eu indiquei para uma grande amiga, que eu conheci no cinematerna, chamada Luciana.

A propósito: Elas se adoram e a babá se deu muito bem com a Nina, a filha da Lu, que tem um mês a menos que o Léo. Mas fica aqui, os meus agradecimento, a melhor babá que tive: Gilene!

Até mais!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Procura de um Berçário em SP – Parte 2

Continuando a história do berçário, tenho que explicar os tipos de berçários, que eu mesma inventei para separar as escolas:

1 – Hospitalares: tem um monte de berços e as atividades são ligadas ao que as enfermeiras fazem no hospital: trocar fraldas, dar mamadeira, dar banho, colocar para dormir, etc. Estão disponíveis nos horários mais confortáveis: de 7 às 20, não emendam feriados, nem tem férias. As assitentes (pelo menos uma) tem formação em enfermagem e fazem questão de dizer que isso é um diferencial.

2 – Casa de família: são aqueles que parecem a casa da avó, da tia ou coisas do gênero. Tem quintal, terra, árvores frutíferas, cozinhas grandes e normalmente a instalação é um casa adaptada para ser berçário. Tem poucas assistentes cuidando dos bebês, e quase nenhuma tem formação na área.

3 – Escola: o chão é um tatame, tem um monte de brinquedos, espelhos e o foco é na aprendizagem. Tem os mesmos horários que as escolas, tem muitos feriados, várias assistentes (e pelo menos uma com formação em pedagogia)  e uma proposta pedagógica (que dá trabalho para os pais), tipo mandar fotos, frutas, fantasiar o bebê, essas coisas.

4 – Blendeds: são aqueles que misturam dois ou mais tipos acima.

Depois de definir esses conceitos, vistei TODAS os berçarios da Vila Mariana, perto da minha casa. (Veja a lista completa: Escolas e Berçarios na Vila Mariana)k4

Se eu morasse no Morumbi, com certeza o Léo estudaria no PrimeTime. É o meu sonho de consumo! Lindo, chic, mas fora da minha realizade no momento. Eu precisava de um berçario onde a babá pudesse ir a pé, em qualquer emergência, ou nos dias do rodízio do carro.

Cheia de dúvidas, conversei com várias pessoas. Algumas mães, no meu prédio, me ajudaram a eliminar vários berçários e me contaram coisas bem negativas, tipo: “lá parece um quartel general, elas chegam a gritar com os bebês” ou “minha filha ficou tão traumatizada que eu tinha até que evitar passar naquela rua, senão ela chorava”.

Sei que existem muitos lugares bons e profissionais sérios, mas também tenho que dizer que o maior medo de uma mãe são os amadores, aqueles que não tem a menor idéia de como um bebê deve ser tratado.

E, assim, o tempo foi passando e a minha babá marcou a data da partida: dia 16 de junho.

Finalmente escolhi uma escola, onde vários bebês do meu prédio estudam, mas não tinha vaga. Fiquei frustada !

Conversando com uma colega de trabalho, ela me falou que era para eu escolher uma ESCOLA, porque dentro de 4 meses o Léo vai ter um ano. Com essa idade ele não é mais cliente do berçario e sim daquelas escolinhas de educação infantil.

E de todos os lugares que eu conheci, a que mais gostei, com cara de escola categoria 3, foi a Escola Viva Vida, onde eu matriculei o Léo. O site é meio feio, um tanto bagunçado, mas o lugar é legal.

O primeiro dia na escola foi dia 01 de junho de 2010. Um dia memorável! Ele estava lindo, parecendo um rapazinho. E espero ter feito a escolha certa!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Batizado do Léo

Em janeiro desse ano eu estava pensando em fazer o batizado do Léo. Passeando em um shopping no Balneário Camburiú descobri uma loja com muitas roupas lindas para meninos. Fiquei tão apaixonada que comprei três modelos.
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Mais uma vez veio a grande dúvida: batizar em São Paulo ou em Brasília ?
Nesse caso, sendo a maior parte da família de Brasília, resolvi fazer a festa lá. Comecei os preparativos, afinal, organizar uma festa a distância é sempre complicado.
Vi muita coisa linda na internet.
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Escolhi a data, a Igreja e o local da festa.
O convite foi uma grande amiga quem fez. Ficou lindo!
Mas em fevereiro, aconteceu algo muito triste: o irmão mais novo do Gerson, o Juliano, faleceu. Perdi completamente o clima.
Como os convites já haviam sido enviados, e as roupas iam ficar pequenas em breve. Então conversei com o pai dele e ele me falou que “precisava de uma festa” para espantar a tristeza.
E encomendei os doces, bolo, toalhas de mesa, enfeites, lembranças, etc…
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O bolo, os bem-nacidos e os doces foram da Maria Amélia, indiscutivelmente deliciosos.
Para os padrinhos, escolhi a minhã irmã e meu cunhado. Não poderia ter feito escolha melhor!

E a festa foi um sucesso! Tudo sai bem melhor do que eu esperava!
Agora tenho outra missão: organizar o aniversário de 1 ano do Léo!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Em busca de um berçário em SP

Acabou a licença maternidade e eu tive que voltar ao trabalho. Eu estava relativamente tranquila porque tenho uma excelente babá (que criou os meus sobrinhos e trabalhou por 12 anos para a minha família). Mas, de repente, o meu chão  sumiu: a babá me avisou que ia casar e voltar para o Maranhão em 05 de julho.


 Aí começou minha busca desesperada por um berçário. Pensei em outra babá, mas não vou deixar uma desconhecida na minha casa sozinha com o meu bebê. No período que eu estiver fora, o Léo vai para o berçário.

Li tudo sobre como fazer uma boa escolha: segurança, higiene, qualificação dos profissionais, etc... Mas nada substitui a intuição de mãe.

Comecei minhas visitas no bairro que eu moro: Vila Mariana. Tenho 5 boas opções que dá para ir a pé.

 A primeira escola que visitei, bastante recomedada na internet, custa aproximadamente R$1900,00 para o período integral ( 10 às 19). Nela o bebê vai estudar somente. A mãe tem que enviar tudo a parte: material de higiente, roupas, frutas, tudo. Lá só é servido o almoço. As crianças não dormem em berços como nos outros berçarios, só em colchonetes dentro da sala mesmo. Gostei do ambiente, mas não fui com a cara da mulher que me recebeu. Ela estava bastante mal-humorada por me receber as 7:30 da manhã. Penso que, se não tiver escolha melhor, vai ser lá que o Léo vai ficar.

A segunda escola tinha o preço mais acessível, cerca de R$ 1090,00 pelo período de 6;50 às 19:30. O lugar é legal, bem mais limpo que a primeira escola e mais bem distribuído. Mas tive uma péssima impressão de uma cena: eram 18:30 e tinha apenas uma única funcionária cuidando de 6 bebês, que choravam de sono e pediam colo. Foi de dar dó. Quando perguntei porque só tinha uma pessoa para tantos bebês a pessoa que me atendeu disse que era por causa do horário. Na saída é sempre assim! Deus me livre de um lugar desses, saí de lá correndo. Para piorar a dona da escola apareceu e deu a maior bronca na funcionária porque ela me fez usar touca para entrar no berçário. Se a dona trata assim seus funcionários na frente dos pais, imagina o que não faz na nossa ausência.... Nota zero.


Na terceira escola não pude ser atendida porque me atrasei e era festa dos dias das mães. Vou ter que voltar amanhã. Está difícil escolher.

O grande problema e que em janeiro eu tinha visitado um berçario em Moema e me apaixonei. O preço era R$ 1400 para 8,5 horas e tudo era legal. As berçaristas eram felizes, a diretora super bem humorada, as salas lindas e aconchegantes. Fiquei com vontade de ficar lá.... Mas tem um problema: é totalmente fora de mão para mim.

Vou continuar minha busca!

domingo, 4 de abril de 2010

Tudo o que eu queria

Esse título eu plagiei de um post do meu irmão, escrito em 20 de outubro de 2008, que sempre me faz chorar, independente de quantas vezes eu leia. Vou transcrever a seguir:

"Eu só queria um amor incondicional...
Uma paixão verdadeira...
Uma amizade sincera...

Queria só que ninguém tentasse roubar meu casamento...
Queria só que não tentassem sua conciência...
Queria só que ninguém lhe falasse que você merece coisa melhor...

Queria apenas ser eu mesmo...
Mostrar que eu sei aprender sobre o mundo..
Mostrar que eu sei me dar com as pessoas...

Queria apenas sentir segurança...
Confiar cegamente...
Sentir que dentre todos, eu fui o escolhido de alguém...

Queria poder pensar no futuro...
Fazer planos a longo prazo...
Curtir o momento sem preocupações...

No fundo, eu queria começar denovo...
Cometer erros sem ser julgado...
Receber elogios pelos meus acertos...

Eu não queria sentir ciúmes...
Não queria pensar na possibilidade do mal...
Não gostaria de prever o pior...

Eu queria apenas mostrar que posso ser mais...
Que posso ir além...
Que vou.

Eu não queria ser a última opção...
Nem que tenham pena de mim...
Não sou tão genioso para isso,
Nem tão burro que não possa mudar...

Eu não tenho nada o que provar para o mundo...
Gostaria de não ter nada o que provar pra você...
Todos nós cometemos erros... Não gosto de lembrar que cometo os meus."
 
Além de me identificar muito com tudo isso, choro também pelo final trágico da história de amor dele.
Mas o meu Tudo que eu queria tem alguns acréscimos, seria assim:

"Eu só queria um amor incondicional...
Uma paixão verdadeira...
Uma amizade sincera...
 
Queria ser vista, ser amada pelo que eu realmente sou.
Queria que vc pudesse dizer quem é minha melhor amiga,
qual é a minha cor preferida,
qual o meu prato predileto,
do que eu tenho mais medo na vida,
qual é o meu maior sonho,
como eu acordo de manhã,
quais são minhas qualidades,
enfim, queria que vc me visse...
E acima de tudo:  me aceitasse como eu sou."

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Depressão pós-parto

Não sei se foi a falta de sono, o cansaço, o estresse ou tudo junto, mas eu comecei a ficar muito triste.
A tristeza piorava a noite, quando eu ficava sozinha esperando o meu marido chegar.
Me dava uma angústia, uma coisa ruim e eu chorava desesperadamente....
O coração ficava espremido, e nada me consolova. E quando meu marido viajava era muito pior porque eu ficava sozinha a noite toda. Dormia de tanto chorar...


Um dia, na consulta com o obstetra, ele me perguntou como eu estava e fui muito franca. Eu disse eu alto e bom tom "Eu preciso de ajuda". E comecei a chorar. Ele me receitou um fitoterápico porque os remédios anti-depressivos tradicionais não são recomendados para quem amementa. E me disse para sair um pouco de casa, me arrumar, conversar com outras pessoas, procurar as amigas.
Hoje, olhando para trás, eu penso que eu devia realmente estar com cara de louca suicida!
E a saída foi realmente essa: contra a vontade do pediatra, eu colocava o bebê no carrinho e ia para o shopping. Quando não dava, ia para o salão de beleza, dava a volta no quarteirão, ficava em baixo do bloco. E foi embaixo do bloco que uma vizinha conversou muito comigo. Ela tem um filho de 12 anos e me disse que passou por tudo isso, da mesma maneira. E me disse a melhor coisa de tudo: "Isso passa!"
Foi aí que eu percebi que é hormonal. É claro, que eu estava assustada com a nossa situação e me sentindo muito só. E buscar ajuda foi a melhor coisa que eu fiz.
A cura pra valer veio num dos passeios ao shopping. Lá eu descobri o cinematerna. O mais interessante de tudo é o bate-papo depois do cinema. Mas vou falar disso em outra ocasião.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Livros que ajudam

Quando ainda estava grávida ganhei o livro "A vida do bebê" de Ricardo De Lamare. O Livro está na 41a Edição e contém muitas informações. E também li outros livros, como o "Nana Nenê"do Robert Buckman e também o do Eduard Estivill. Neles existem muitas informações contraditórias, que deixaram mais confusa do que esclarecida. Algumas até me deixaram em choque, tamanha a atrocidade da proposta, que eu nem quero comentar.

Mas o livro que ajudou mesmo foi a Encantadora de Bebês.

Os Segredos de uma Encantadora de Bebês - TRACY HOGG  e MELINDA BLAU, 2002, Editora Manole 

O livro realmente ajuda muito as mães de primeira viagem como eu. Tem dicas desde os primeiros dias de vida. Existe uma edição mais recente:
A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas - TRACY HOGG e MELINDA BLAU, 2006, Editora Manole

Nessa nova edição existem dicas para bebês que já estão se alimentando, sobre os problemas de insônia, sobre desmame e muitas outras coisas.

Eu eo Léo realmente não teríamos sobrevivido sem a ajuda de Tracy e Melinda. E Débora: valeu a dica!!!

sábado, 13 de março de 2010

O retorno ao lar

Enfim, recebi alta da maternidade!
Minha alta foi às 9h da  manhã, mas o Léo só recebeu alta às 14h.
Lembro de ter feitos as malas, juntado as flores e os presentes e ter ido para o carro.
Estranhamente, após o parto, meus pés e pernas incharam muito! No caminho de casa eu fui olhando pela janela e pensando: "E agora? Eu sou mãe.... e quem vai me ajudar?"
Por mais que eu tenha lido, nada na vida preparou para esse momento. Para piorar, o remédio para dor começou a perder o efeito. Eu cheguei em casa e não conseguia sentar de tanta dor na barriga. Meu marido saiu às pressas para comprar os remédios. E nessa hora, enquanto eu aguardava ele voltar, eu chorei. Chorei de dor e desespero! E essa vontade de chorar me acompanhou diariamente até o final do terceiro mês.

Sei que muitas mulheres passam por isso, mas ninguém fala. Chorei muito quando voltei para casa... e em todos os dias que se seguiram.
Mas fiz meu papel: coloquei o bebê no berço, liguei a babá eletrônica e me preparei para o minha nova carreira : mãe em tempo integral. Pelo menos nos seis meses da licença-maternidade!



Visitas na maternidade

Antes de ter um bebê eu achava que o melhor local para visitar um recém-nascido era na maternidade. Pensei assim: lá tem monte de gente para ajudar: enfermeiras, médicos, etc. Mas, depois de viver a experiência mudei completamente de idéia. Peço desculpas antecipadas se alguém se sentir ofendido, porque sei  que nem todas as mulheres que dão à luz  passam pelas mesmas experiências. O que escrevo aqui é um relato muito individual.

Como minha família é de fora, os amigos do meu marido e meus colegas de trabalho fizeram o maior esforço para nos alegrar e nós somos muito gratos por isso. Mas, apesar da enorme alegria que as visitas me proporcionaram, elas me deixavam tensa e cansada. Eu queria dar atenção, contar minha experiência, mas estava dolorida da cirurgia, me sentindo estranha em "ser mãe" e preocupada com a amamentação. Além disso,  estava exausta porque a cada 3 horas uma enfermeira me acordava para me dar remédios e amamentar o Léo. E tem mais um fator complicador: a falta de privacidade. Eu fiquei de camisola na frente de pessoas que eu mal conhecia !!! Pior um pouco, mostrei os seios. No começo isso é muito estranho isso!

O tempo passa, o sono acumula, e a gente tenta ser agradável com as pessoas, tenta conciliar os horários das mamadas, banhos (seu e do bebê), refeições e do sono ... mas a verdade é que  nós ficamos sem horário para nada! É complicado pedir licença para ir tomar banho, usar o banheiro ou jantar sozinha, com as visitas te olhando. O sentimento é tão ambíguo: ao mesmo tempo que eu estava feliz com as visitas eu estava cansada com a presença delas.

A Cláudia Matarazzo escreveu um post chamado "Maternidade Moderna"  onde eu concordo com quase tudo. Mas a parte principal eu trancrevo a seguir:

"De verdade, acho que é um momento de recolhimento. Uma oportunidade para estar sozinha com o marido e os pais. Talvez uma ou outra melhor amiga - mas muito amiga mesmo. O resto - visitas, paparicação, apresentação ao mundo, e exibição dos rebentos - pode e deve esperar pelo menos um mês. Que passa rapidinho e é ótimo para devolver a perspectiva para quem está mergulhado em uma nova e mágica rotina : ser mãe."

 Isso mesmo: é um momento de recolhimento. Então,  visita só depois de um mês, em casa e breve!

quinta-feira, 11 de março de 2010

O parto

Finalmente, vou contar os detalhes do "grande dia".
No dia 01 de outubro de 2009 comecei a me sentir muito pesada. Era ruim me locomover  com aquela barriga toda. Meu obstetra me recomendou repouso e me deu um atestado de 15 dias. Na opinião dele, o bebê iria nascer no dia 20. Eu marquei a cesárea para o dia 18, um domingo.

Como eu disse em outro post, eu li muito sobre a gravidez, parto etc, para me preparar. Quando escolhi a cesarea, todo mundo ficou me olhando de cara feia, como se eu tivesse obrigação de ter parto normal. Mas vamos definir: o que é normal? Um mulher que fica morrendo de dor por 10 horas, espernado os 10 cm de dilatação, e na hora do parto recebe um corte que liga a vagina com o ânus, isso para mim, não é normal.
Do fundo do meu coração eu admiro as corajosas que passaram por isso.

Mas, voltando ao assunto, estava traquila aguardando a chegada do bebê. Meu obstetra disse apenas, que o bebê não podia nascer no feriado do dia 12 porque ele estaria fora da cidade.

No dia 07 de outubro, deixei o repouso de lado e fui ao Tribunal levar a documentação para a licença maternidade, Lá, saiu um secreção estranha da minha vagina. O nome disso é tampão mucoso. É claro que fui correndo para o hospital ver se estava tudo bem. Meu médico disse que era normal, que o parto poderia ocorrer em até duas semanas. Fui para casa traquila.

No dia 09, passei o dia sentindo cólicas, parecidas com a da mestruação, e fiquei em dúvida: será que eram contrações? Como eu nunca tive uma, não sabia qual era a diferença. Ao telefone, meu médico me disse que quando eu tivesse uma contração eu saberia!

Sábado, dia 10 de outubro, às 6h da manhã, acordei com uma dor horrível. Acordei meu marido e disse o que tinha sentido: uma espécie de pontada, muito dolorida, que queimava. Ele falou para eu ligar para o médico. Quando eu levantei da cama, minha bolsa estourou. Parecia que eu tinha feito xixi. Foi um banho! Liguei para o obstetra e graças a Deus ele estava em São Paulo, fazendo um parto.
Tomei banho, sem lavar o cabelo (não pode estar olhado para fazer cesárea), pequei as malas e fui para a maternidade.

A cada contração eu gritava de dor. Chequei com 3 cm de dilatação,e me mantive determinada a fazer a cesárea. Como eu não estava esperando ter o Leo tão cedo, meu cabelo estava sem pintar, com a raiz toda branca, eu estava sem depilar e sem fazer as unhas, Tudo isso ia ser feito no sábado. Mas paciência, fazer o quê? A dor é tão grande que tudo isso perde a importância.

Às 9h fui para a sala de cirurgia e 30 minutos depois o Leo nasceu, com 3,125 kg e 58 cm. Ainda bem que eu resolvi fazer cesárea porque o cordão umbilical estava enrolado no pescoço. De qualquer forma ia ser uma cesárea. A diferença foi que nós, eu e o bebê, sofremos menos!

Fotos da barriga

Quando eu estava grávida e nenhuma roupa me servia, saí para comprar roupas. Encontrei uma loja legal, no Bom retiro, chamada Menina e Meninas, na rua dos Italianos. Lá, vi um dos books de grávida mais bonitos na minha opinião.
Perguntei quem era a fotógrafa e assim conheci a Miriam. (http://www.miriamsilva.com.br).
Tá certo que eu falei que acho grávida uma coisa horrorosa, mas tinha que documentar a gravidez.
Uma amiga me contou que, quando estava grávida, estava tão gorda (mais de 25kg) que não quis tirar fotos. Tempos depois pediram na escola uma foto da mamãe grávida para um trabalho do dia das mães e ela não tinha. Quando ela explicou para a filha, pareceu que ficou tudo resolvido. Mas, ao voltar da escola, a menina perguntou: "Mãe, eu fui adotada?" :)
Nem preciso dizer que, depois dessa história, resolvi tirar as fotos.
li em algum lugar que o ideal para fotografar é esperar a barriga ficar com 7 meses, bem grande e redonda. Não mais do que isso! Depois de 7 meses a mãe pode inchar, ficar com o rosto feio ....os pés de bola ....
Marquei minha sessão de fotos para o sétimo mês. Claro que não foi fácil conciliar a data com a agenda do meu marido, que vive viajando.
No dia marcado, tive um grande aborrecimento com a tv a cabo e chorei de raiva. E como grávida chora à toa, chorei por tudo de errado que estava acontecendo.
Quando meu marido veio me buscar eu tava com os olhos inchados de tanto chorar e disse que não iria mais.
Com muito jeito, ele me fez mudar de idéia. Chegamos no estúdio da Miriam com uma hora de atraso, debaixo da maior chuva. Ela foi muito legal conosco, teve muita paciência e resultado pode ser visto nas fotos maravilhosas que ela fez.

Para quem não tem escolheu fotógrafo ainda, eu recomendo!

Compras no exterior

Sem sombra de dúvidas, o melhor lugar do mundo para fazer compras para o bebê são os E.U.A. Tem tanta coisa linda! Além disso tem os outlets, com preços tentadores.

Antes de ir, pesquisei muitas lojas pela Intenet e montei um mapa de onde iria. São muitas lojas, muitas marcas, muitas opções. Uma dica é de loja que vende de tudo é a Babies r us – www.babiesrus.com).

Vale a pena comprar:
1) Roupinhas, muitas roupinhas, e de marcas famosas: Ralph Lauren, Tommy, Adidas, Nike. tem lugares legais como a Carter’s (http://www.carters.com), First Moments e  Gerber.

2) Brinquedos: lá éo paraiso das novidades e das coisas lindas e baratas, como Lamaze, Fisher Price, Chicco…..vale muito a pena !

3) Eletrônicos: a diferença de preço praticamente paga a viagem. Um exemplo: compramos a babá eletrônica da Safety 1st por R$ 400,00 e aqui o preços era R$ 1.980,00. A bombinha elétrica para tirra leite também foi de lá.

4) Carrinho de bebê e bebê conforto. Só tem que avaliar o preço de excesso de bagagem.

5) E todos os itens legais como esterelizador de mamadeira, chupetas, absorvente de seio, paninho de boca e etc.


Como eu sou uma mãe super-desligada, deixei para última hora e fiquei arrasada ao saber que grávidas de 7 meses não podem viajar sem autorização do médico.
E tanto os médicos como as companhias aéreas consideram arriscado vôos internacionacionais nessa época, Já pensou em um parto em pleno vôo? Resultado: não pude viajar.....

Então já que eu não podia ir, a solução que encontramos foi escolher na Internet, pagar e pedir para entregar no hotel onde estava um amigo. E comprei somente coisas fáceis de trazer.

E ser viu de lição para eu me planejar melhor da próxima vez!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Estar grávida

 

A gravidez para mim foi maravilhosa: eu não tive enjôos, indisposição, desejos absurdos, nada...
A única coisa que eu senti foi sono, mas considerando que eu sempre fui dorminhoca, isso não fez muita diferença :)
O mais legal de "estar grávida" é o tratamento especial que as pessoas dão a você. De repente, todo mundo te cumprimenta, pergunta sobre o bebê, fala do tamanho da barriga, dão conselhos e etc. É muito legal se sentir "especial".
Eu, particularmente, sempre odiei grávidas, achava a barriga feia, o corpo desforme e costuma brincar com minha amiga Júlia dizendo que grávidas parecem sapos que ficaram em pé...
Confesso que tinha vergonha do meu corpo, apesar de ter engordado apenas 11,5 Kg em toda a gravidez! As roupas não serviam e eu ficava com pena de comprar roupas novas para usar tão pouco tempo. Mas não teve jeito; fui as compras. Descobri, sem querer, uma loja fashion no Bom Retiro, na Rua dos Italianos, bem atrás da famosa José Paulino. A loja fica de roupas chama Menina e Meninas e fica ao lado de uma loja de bebês. As roupas são lindas, com muitas opções para a grávida se sentir bem com o corpo. Foi a minha salvação.
Quanto a "percepção" da gravidez, eu só me senti grávida de verdade aos 5 meses, quando a barriga ficou enorme e eu comecei a sentir os mevimentos do bebê. É uma sensação estranha saber que ter um ser vivo dentro de você. Minha amiga Tati em disse que as pessoas acham a gravidez divina, algo sagrado, e ela se sentia mais como naquele filme Alien, o oitavo passageiro :) tenho que concordar com ela !!!
Existem inconvenientes na gravidez, como a vontade de ir ao banheiro toda hora e o cansaço para fazer algumas atividades. Eu me sentia bem disposta até o sexto mês. No sétimo eu já não mais a mesma pessoa... e tinha tantas coisas para resolver antes do bebê nascer....
Acho que a pior parte da gravidez e o fato de não poder viajar de avião depois do sexto mês. Estive em Brasília nessa época e quase não pude embarcar para voltar a São Paulo. Assinei muitos papéis antes de entrar no avião. O texto é bastante intimidador !!!
No final da gravidez, a pior parte é não conseguir dormir direito por vários motivos: o bebê mexe demais, dá vontade de ir ao banheiro, é difícil encontrar uma posição agradável para dormir, etc...
Mas, resumindo, eu gostei muito de estar grávida!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O chá de bebê

Como eu falei, sou de Brasília e minha família e amigos são de lá.
Estou a pouco tempo em São Paulo e fiquei sem graça de fazer uma chá de bebê com os colegas do escritório e os amigos do meu marido.
Estão resolvi pular essa parte.
Uma colega me deu uma grande ajuda com uma lista enorme da Alô Bebê (www.alobebe.com.br). Ela me deu várias dicas do que era importante e do que poderia esperar.
Também tive ajuda para escolher as roupas. Fui em duas lojas: na própria Alô Bebê e no Brás. As roupas no Brás tem um preço ótimo, cerca de 40% a menos que no shopping e de marcas muito boas.
E por falar nisso, eu ainda estou aprendendo sobre marcas para bebês: mini-noruega, tip-top, chicco, bicho molhado, puc, etc...
Pra ser bem sincera eu nunca tinha ouvido falar de nenhuma delas.
Aqui estão algumas dicas:
  1. O Bebê cresce muito rápido, então compre poucos exemplares de RN (Recém Nascido)
  2. Compre várias marcas de fraldas para testar: o bebê pode ter alergia a algumas marcas.
  3. Fique de olho na estação que o bebê vai nascer. Como eu fiz compras em julho, estava muito frio e eu só queria comprar roupas de plush. O bebê iria nascer na primavera, com o tempo bem mais quente e as roupas deveriam ser mais leves.
  4. A mesma dica vale para os tamanho maiores. As roupas tamanho M seriam usadas no verão e deveriam ser mais leves e sem manga.
  5. Veja se os bordados são forrados por dentro, senão podem arranhar o bebê, ou pior, ter que ser usado com um body por baixo.
  6. Pergunte se após lavar o tecido desbota ou dá bolinha. As roupas ficam feias demais...
  7. Não compre sapatos. os bebês não andam e usam mais meias do que sapatos. Pode ter um ou dois para ficar bonito na foto.
  8. Lembre-se que o bebê recebrá muitos presentes, inclusive roupas, então não exagere!

O Quarto do Bebê - Making of

O primeiro passo medir o quarto. Descobri que não cabia nada que eu queria porque o espaço é muito pequeno. Para piorar coloquei na cabeça que precisava de uma cama para babá (não sei porque, pois eu nem tinha babá). Então resolvi inverter uma porta para ampliar o quarto.
Depois foi a a escolha do papel de parede. Acabei comprando na Decorita da Alcântara Machado. A vendedora foi super legal. O nome dela é Elisângela (www.decoritababy.com.br).
Depois escolhemos o tema: Cachorros. Eu já tinha dois gatos Ragdolls e meu marido ama cachorros e para equilibrar a disputa o quarto tinha que ter cachorros. Olhamos várias revistas e escolhemos colocar ninhos redondos com cachorros de pelúcia dentro.
 
Escolhi o berço de acrílico e a poltrona de amamentação da loja Cadê o Nenê  (www.cadeonene.com.br). Apesar de lindo, no verão descobri que o berço é muito quente e sem ventilação. Tem outro problema: o berço é muito alto e às vezes colocar o bebê lá dentro requer um banquinho....


 
Acrescentei também uma cômoda pequena, da mesma loja, com gavetas e um trocador. No alto colocamos uma prateleira com porta-fraldas e cabides.
Na parede acrescentamos biscuis de uma profissional super talentosa, indicada pela Decorita.

O jogo de berço, cortinas, sacos, cestos, porta da maternidade e luminária foram comprados na Allegrini (www.allegrinibaby.com.br).
 
Deu trabalho, mas o resultado final foi maravilhoso! Como eu passo muitas horas dentro do quarto do bebê amamentando, é muito bom estar num lugar tranquilo e bonito. E o mais importante: feito com muito carinho!




sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Decoração do quarto do bebê

Como toda mãe comecei a planejar a decoração do quarto do bebê.
Meu obstetra disse que eu tinha que terminar tudo até o sétimo mês, porque depois disso a barriga fica pesada e a disposição para "bater perna" acaba.
Li em um dos livros que o mês recomendado para começar é o quarto, porque é comum já saber o sexo do bebê. Na primeira ecografia eu já sabia que seria um menino.
Tranquilamente comentei com umas colegas de trabalho que estava procurando dicas sobre lojas de decoração para montar o quarto do bebê. Como em São Paulo é possível encontrar tudo, fiquei feliz com as dicas que recebi. Partircularmente agradeço a Suzy, minha colega, que me deu as melhores dicas: bons móveis com preços justos.
Basicamente são dois "pólos" de lojas: um na zona leste e outro na zona norte.

  • Na Radial Leste: Av. Alcântara Machado
  • Na Zona Norte:  Av. Zaki Narchi
A dica foi boa porque fui com o meu marido e as lojas são uma do lado da outra. Estacionamos o carro e andamos a manhã inteira. Foi bom porque não tinha que ficar procurando endereços, enfrentando trânsito entre uma loja e outra. Outra coisa legal é poder comparar os preços.

Lá, descobri que eu já estava atrasada com a decoração. Eu já estava no quinto mês e algumas lojas demoravam 60 dias para entregar os móveis. Dei graças a Deus por ter começado cedo, porque quem deixa para última hora tem que se contentar com as peças de mostruário.

Estudando sobre a gravidez

Eu perdi minha mãe em 2003. E não tenho muitas amigas mães para perguntar as coisas.
E por estar longe de casa (Brasília), as coisas ficaram mais difíceis.
Então resolvi pesquisar na Internet. Li tudo que encontrei, mas achei as informações muito superficiais.
No blog de uma garota, não me lembro quem, ela dava uma lista de livros, chamada LEITURA OBRIGATÓRIA, sobre a gravidez.
Comprei a maior parte deles e agradeço a indicação.
Aqui segue a cópia da lista:



1. O Que Esperar Quando Você Está Esperando - Arlene Eisenberg - Editora Record - ISBN: 8501065013 

 

 

 

 


 

 

2.  A Bíblia da Gravidez - Wladimir Correa Taborda - CMS Editora - ISBN: 8586889210 

 

 


3. Sua Gravidez, Semana a Semana - GLADE B. CURTIS & JUDITH SCHULER - Editora: Martins Fontes - ISBN: 8533620373

 

 

 

 

 


4. Manual do Homem para sobreviver a gravidez - MICHAEL R. CRIDER - Editora: Gente - ISBN: 8573125020

Contando sobre a gravidez

Uma vez escutei que não se deve contar sobre a gravidez antes dos três meses de gestação.
Sempre achei bobagem, mas depois que perdi o outro bebê, percebi que tinha uma certa lógica.
É muito chato ter que ficar toda hora explicando "infelizmente perdi o bebê". E é constrangedor para as pessoas que perguntam...
Como os três primeiros meses são realmente de risco, decidimos não contar pra ninguém. Ninguém mesmo, nem mesmo família, melhores amigos e etc. Foi difícil, mas conseguimos!
Assim, quando a barriga já estava querendo aparecer, nós contamos para todo mundo.
Foi legal porque percebi que para a mulher as coisas mudam muito. Parece que todo mundo te trata de um jeito especial, com mais cuidado...
E depois da morte do meu irmão, a gravidez foi uma boa notícia para a minha família.

Procurando um obstetra

Nasci e morei em Brasília até 2007.
Todos os médicos que eu conhecia eram de lá. Sem amigos nem família em Sampa, eu estava sem referências.
Então resolvi ser prática: procurei alguém que atendesse o meu plano de saúde. Além disso, eu estava apaixonada pela maternidade Santa Joana. Quando eu perdi o outro bebê, fui atendida lá e me encantei com o lugar. Então, o médico tenha que ser do meu convênio e atender no Santa Joana. Outro pre-requisito: o consultório tinha que ser perto da minha casa, já que eu teria que ir lá todos meses.
Assim ficou fácil, a pesquisa resultou em 5 médicos. Decidi por aquele que foi mais simpático comigo.
Na primeira consulta, fiquei mais de uma hora conversando com ele. falamos de tudo, até da minha mudança para o novo apartamento.
Depois pesquisei na Internet sobre ele, e descobri que ele é muito recomendado pelas suas pacientes. O nome dele é Dr. Luiz Fernando Pereira Leite. O consultório dele é em frente a maternidade Santa Joana, ao lado da estação de metrô Paraíso.
Adorei minha escolha!

O início tumultuado

Tecnicamente, a gravidez é contada a partir da data da última mestruação, no meu caso, 20 de janeiro. Mas, eu sei o dia de fato que fiquei grávida. Meu marido viaja muito e a gravidez aconteceu no único dia de intervalo entre uma viagem e outra. O dia foi 02 de fevereiro de 2009. Guardei em essa data pelos fatos que aconteceram a seguir.
Meu irmão mais novo, na época com 31 anos recem completados, morreu tragicamente na madrugada do dia 07 de fevereiro, por volta de meia-noite e meia.
Meu marido estava em Montevideo e eu estava sozinha em casa quando recebi a notícia.
Sem saber que estava grávida, vivi um dos momento mais tristes da minha vida.
Viajei sozinha para Brasília e participei do enterro em estado de choque.
 Tomei anti-depressivos (sem saber da gravidez) e graças a Deus isso não prejudicou o bebê.
Fiquei deprimida por um mês, até descobrir, casualmente, que  estava grávida.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tentando engravidar

Quando o relacionamento ficou sério, meu grande amor me pediu para parar de tomar anticoncepcional.
Ele queria muito ter um filho e nós não queríamos perder tempo.
Meu relógio biológico também começou a dar sinais de alerta.
Em março de 2007 parei de tomar a pílula e em outubro fiquei grávida.
Infelizmente, tive um aborto espontâneo, com dois meses de gravidez.
Ficamos muito abalados, mas não desistimos de tentar.
Após um pequeno recesso voltamos a tentar. Quanto mais queríamos um bebê, mais difícil ficava. Quando finalmente eu desisti, em janeiro de 2009, consegui engravidar.
Descobri várias coisas: eu ovulo no dia errado, apenas 7 dias após a mestruação (o normal são 14 dias); quando a gente relaxa é que a gravidez acontece.

O começo

Minha história começou quando eu reencontrei o grande amor da minha vida.

Nós namoramos na faculdade, em 1990, quando tinhamos 19 anos.
A química era indiscutível, mas o relacionamento não deu certo. Éramos jovens e imaturos demais.
Cada um seguiu seu caminho.
Ele casou com uma garota e após 7 anos pediu a separação.
Eu curti muito a vida, aproveitei bastante. Casei com 30 anos, com um cara muito mais velho que eu. Fiquei apenas 2 anos casada.
Nenhum de nós teve filhos.
Quando ambos estavam separados, por intermédio de um amigo em comum, nos reencontramos em 2006 em São Paulo. Desde esse dia nunca mais nos separamos.
Dessa vez foi diferente. Descobrimos muita coisa em comum. E a química continua a mesma.